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Vale a pena trocar do Lucro Presumido para o Lucro Real com a Reforma Tributária

  • joao pires
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura



A implementação gradual da Reforma Tributária a partir de 2026 trouxe novas regras e provocou uma reavaliação importante sobre o regime de tributação das empresas. Muitos empresários que hoje estão no Lucro Presumido passaram a considerar a migração para o Lucro Real, buscando reduzir a carga tributária e se adaptar melhor ao novo modelo de impostos.






Atualmente, no Lucro Presumido, o governo define uma margem de lucro padrão para cada atividade, e os impostos como IRPJ e CSLL são calculados sobre esse percentual, mesmo que a empresa tenha lucro menor ou até prejuízo. Além disso, tributos como PIS e Cofins são cobrados de forma cumulativa, sem a possibilidade de aproveitamento de créditos relevantes sobre despesas.


Já no Lucro Real, a lógica é diferente. A empresa paga IRPJ e CSLL com base no lucro efetivamente apurado, considerando todas as receitas, custos e despesas operacionais devidamente comprovadas. Isso torna o regime mais justo para empresas com margem de lucro reduzida, altos custos operacionais ou que passam por períodos de oscilação financeira.


Com a Reforma Tributária, os atuais tributos sobre o consumo são gradualmente substituídos pelo IBS e CBS, que seguem a lógica da não cumulatividade, permitindo o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia. Nesse cenário, empresas enquadradas no Lucro Real tendem a se beneficiar mais, pois já possuem estrutura contábil adequada para controle e aproveitamento desses créditos.


Entre as principais vantagens do Lucro Real estão:


  • Tributação baseada no resultado real da empresa

  • Possibilidade de compensar prejuízos fiscais em períodos futuros

  • Maior aproveitamento de créditos no novo sistema tributário

  • Melhor aderência às exigências da Reforma Tributária



Por outro lado, o Lucro Real também apresenta desvantagens que precisam ser avaliadas com cuidado. O regime exige uma contabilidade mais robusta, controles financeiros rigorosos, escrituração detalhada e maior atenção às obrigações acessórias. Empresas com alta lucratividade e poucas despesas podem acabar pagando mais impostos nesse modelo, além de terem um custo contábil mais elevado.


O Lucro Presumido, mesmo com a Reforma Tributária, ainda pode ser vantajoso para empresas com estrutura enxuta, margens elevadas e pouca variação nos resultados. No entanto, com o novo sistema de impostos e a ampliação da lógica de créditos, essa vantagem tende a diminuir para alguns setores, tornando essencial uma análise personalizada.


Diante desse cenário, a decisão de migrar do Lucro Presumido para o Lucro Real deve ser feita com base em simulações, planejamento tributário e análise do perfil financeiro da empresa. Uma escolha mal feita pode gerar aumento de impostos e riscos fiscais, enquanto uma decisão estratégica pode representar economia significativa e maior segurança jurídica.


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